A origem da Dança do Ventre

Por 29 / 08 / 2011

A Dança do Ventre se canaliza em uma arte milenar voltada para a feminilidade e a fertilização. Com ênfase nos músculos abdominais, a dança trás movimentos ondulatórios e de respiração que representam a gestação e o nascimento, ou seja, a origem da vida.

E de onde surgiu a Dança do Ventre?

como surgiu a dança do ventre

Essa dança se deu em tempos remotos, mais ou menos 5.000 a.C.,  nas antigas civilizações como o Egito. Antigamente era um ritual religioso para a consagração da Deusa Ísis.

Realizados principalmente em templos, essas cerimônias  da Dança do Ventre eram abertas por sacerdotisas que se serviam como um canal para a manifestação espiritual. Eram oferecidos flores de lótus, incensos e frutas em meio a cânticos e danças que as mulheres encenavam em volta de um véu, que ao retirá-lo demonstravam o mistério do universo revelado, ampliando de forma sagrada a intuição, percepção e poderes para a evolução espiritual.

De arte sagrada à dança popular.

Os ensinamentos da dança foram de templos a grandes palácios, o que fez com que ela se popularizasse passando de geração em geração. Com a mudança nas civilizações, alguns conteúdos históricos foram perdendo as versões originais e ganhando influências de outros povos.

Assim, ciganos e beduínos divulgaram-na pelo mundo, ganhando variadas interpretações e assumindo cada vez mais um papel distante da sua primeira essência.

A arte da Dança do Ventre está associada à religião e a elementos eróticos, fazendo um misto exótico que muitos desprezam ou admiram.

Características de uma dançarina da Dança do Ventre

Em termos gerais a dançarina tem simpatia e leveza, ela sorri sempre e demonstra humildade nas apresentações e competições artísticas. É sociável e elegante, chamando a atenção para o seu mistério que começa no fim da música. Com isso ela tem as armas corretas para levar o público aonde quiser.

Ela deve conhecer os princípios éticos dessa arte como a valorização do seu mais precioso templo: o seu corpo. Ela sabe que a dança do Ventre exige sensualidade, mas passa longe do vulgar, porque essa dança é uma arte e deve ser conduzida por uma artista.

Os padrões clássicos respeitam o cabelo comprido e o corpo curvilíneo. Já os padrões modernos de fusão cultuam um corpo esguio e quase sem curvas e uma aparência mais dramática. Não há regras quanto ao tipo físico de uma dançarina, mas há regras para qual movimento ela vai executar e até onde estará o limite do seu corpo.

Existem variados estilos de dança e música e tudo isso será nosso tema nos próximos posts, para que as futuras ou as atuais dançarinas possam conhecer mais variações e  incrementar suas apresentações, codificando a aparência e conhecendo um infinito de estilos para  seguir e inovar.

A escritora Daniele Carvalho é Publicitária Redatora por profissão e Dançarina do Ventre por natureza. A dança entrou na sua vida por amor e logo se tornou sua obsessão. Seu nome é artístico é Cleópatra e seu novo espaço é o Sou Diva.

Helen Rauen

Relações Públicas, bancária e auto-maquiadora nas horas vagas. Perfeccionista, consumista, chef de sua própria cozinha e com uma pitada de artesanato na veia.

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