Carreira acadêmica

Por 30 / 11 / 2011

Com a explosão de novas universidades, novos cursos, novas oportunidades e mais facilidades para se cursar faculdades através de bolsas e financiamentos, é natural que existam cada vez mais profissionais com formação superior no mercado de trabalho. Mas fazer um curso superior não se restringe apenas ao fato de ter melhores chances de preencher boas vagas em empresas Brasil a fora; na realidade, novas portas se abrem aos universitários que se interessam também pelas oportunidades e pelo futuro que a vida acadêmica reserva.

Hoje, muitas faculdades, principalmente as públicas, incentivam os estudantes a fazerem iniciação científica e pesquisas na área de sua formação a fim de agregar novos valores e conhecimentos tanto ao aluno quanto à instituição de ensino superior. E a partir desses estudos desenvolvidos ainda na graduação, muitos alunos tomam gosto pela pesquisa e pela troca de conhecimento e informação que congressos, simpósios e seminários trazem ao seu dia-a-dia.

Quem conclui a graduação, independente da faculdade ou do curso escolhido, tem a possibilidade de ingressar na pós-graduação para se especializar na área que mais lhe interessa, ainda que essa área seja completamente distinta daquela da graduação. Inclusive, é muito comum que a vida acadêmica inicie ainda na graduação por meio da continuidade de projetos relacionados a pesquisas de iniciação científica.

E quais são as possibilidades que a vida acadêmica oferece?

Bom, ao passar na seleção de mestrado, o pós-graduando pode conseguir bolsas de auxílio à pesquisa – como a CNPq, a Capes e a FAPESP -, que são importantíssimas para os pesquisadores se dedicarem aos seus estudos de forma integral. E a boa notícia é que, desde 2010, os bolsistas também podem ter trabalho remunerado mesmo ganhando bolsa de estudo, pelo menos para os da CNPq e Capes, recurso que antes não era permitido pelas mesmas entidades. É claro que o auxílio concedido pelas bolsas não são nenhuma fortuna, mas podem ajudar o pesquisador a se manter enquanto se dedica aos seus estudos.

Além dessas bolsas de auxílio à pesquisa, o aluno pode ainda ministrar palestras em congressos e eventos, podendo, inclusive, ser remunerado por isso de acordo com a ocasião. Ao final da pós-graduação stricto sensu, o pesquisador garante títulos importantíssimos: primeiro o de mestrado, depois o de doutorado e o de pós-doutorado. Com o título em mãos, o pós-graduado pode se candidatar a concursos de seleção de docentes em universidades públicas ou ainda conseguir aulas em universidades particulares, sendo muito comum que essas últimas contratem até mesmo mestrandos para dar aulas aos universitários que cursam a graduação.

Quem segue a vida acadêmica pode ter ainda a oportunidade de integrar e participar de eventos e de outras pesquisas relacionados a órgãos públicos e privados, agregando mais valor e reconhecimento ao trabalho que desenvolve.  É também muito comum encontrar estudantes que dediquem parte de sua pós-graduação para estudar em universidades de outros países por meio de convênios estabelecidos entre as instituições de ensino superior.

Ao fim, quem segue a carreira acadêmica pode conseguir, além do reconhecimento público, salários de até R$10 mil reais, um valor que é considerado relativamente alto para os padrões sociais do Brasil. E a demanda de professores universitários é muito alta, pois nos últimos anos vem sendo registrada a ausência de profissionais qualificados e habilitados para lecionar em instituições de ensino superior.  Essa é a hora de investir na sua carreira acadêmica!

Helen Rauen

Relações Públicas, bancária e auto-maquiadora nas horas vagas. Perfeccionista, consumista, chef de sua própria cozinha e com uma pitada de artesanato na veia.

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