Carreira e sonhos, quando o sonho se transforma em carreira

Por 13 / 04 / 2012

Outro dia me peguei pensando no tempo em que nem pensava em carreira e como sonhava com diversas profissões, uma completamente diferente da outra. Percebi que, no fim, todos saem do ensino médio e são raros os que saem de lá sabendo exatamente o que querem da vida e como cada caso é um caso, me perdoem aqueles que foram realmente guiados por esse facilitador, mas para mim os testes vocacionais não ajudaram tanto e das coisas que gostava pouco consigo encontrar na profissão que estou.

Sim, posso ter sido descuidada com as escolhas que fiz e posso por um instante que seja, ter pensado que isso poderia ser decidido depois e a minha escolha final poderia ser tomada mais tarde. Em um ponto eu estava certa, poderia ser tomada mais tarde, mas não mensurei o quanto isso seria mais difícil do que fazer certo de cara, até mesmo escolher errado e “quebrar a cara” seria mais fácil, ao menos saberia que aquele não seria o caminho certo. Mas percebo hoje que a idade traz, principalmente, responsabilidades e uma decisão muito simples quando se é novo, pode envolver muito mais coisas depois que o tempo passa. E sim, ele passa, e passa rápido, mas rápido do que se pode acompanhar.

Hoje sei que não quero chegar lá na frente e me arrepender de não ter tentado, mesmo sabendo que agora preciso pensar bem em qual passo dar, pois um emprego trás mais do que um salário no fim do mês, em alguns casos traz estabilidade e, na maioria deles, mais conforto, segurança e compromisso: este último talvez seja o pior, já que nos prende em uma situação, ele pode mudar de uma pessoa para outra, mas todos têm: a escola do filho, as contas do fim do mês, o aluguel e tantas outras coisas. Tudo isso pode prender uma pessoa e fazer ela pensar  duas vezes antes de simplesmente jogar tudo para o alto e investir em outra coisa. Então, pensando em tudo isso me pergunto: Quando o sonho se transforma em carreira?

Para alguns, como já disse, bem no começo, aqueles que já nasceram com a idéia na cabeça do que seriam e quando perguntados respondiam prontamente: quero ser médico, bailarina, palhaço, tinha de tudo, mas aquela resposta tão pronta e inocente já guardava o desejo dos primeiros passos que viriam no futuro. Outros descobrem no meio, talvez como eu ainda não estejam completos e não encontraram aquele lugarzinho especial, onde só você faz a diferença, mas tem aquele sentimento profundo de mudança e só precisam de um planejamento para fazer funcionar.

Outros passam a vida fazendo algo que gostam, mas sentindo um pequeno vazio inexplicável, que com a maturidade e experiência, se deixa revelar e encontram a coisa que mais queriam fazer , estes se realizam duplamente, pela profissão que escolheram e os escolheu e pela profissão que nasceram para desempenhar. Por último, há aqueles que não estão contentes, passam a vida com isso e terminam sua trajetória sem descobrir ou tentar descobrir o que lhes completa e este é o caso de que tenho mais medo, e se mesmo percebendo essa falta não conseguir mudar o rumo da história?

Melhor seria se existisse um guia, um manual de como fazer o certo no começo, mas não existe. Acho que o certo mesmo seria seguir a intuição de começo, se você tem um pressentimento de que determinada profissão é a que se encaixa no seu perfil: siga este pressentimento. Se você não tem idéia do que fazer, não fique parado, trabalhe sim, mas estude e estude muito, pois quando você encontrar o que deseja é melhor estar preparado para conquistá-la. Se não está feliz com o que está fazendo, não adianta jogar tudo para o alto se não tiver um “plano B” então o tenha, sempre, busque soluções para mudar seu caminho. E trace um plano, ter um planejamento do que fazer é a melhor forma de fazer dar certo: abrir um negócio, mudar de ramo, fazer um concurso, tudo precisa de planejamento e metas, ter direcionamento é a melhor forma de não se perder no meio do caminho.

Então, qual é o seu caso? Participe, troque experiências, comente!

Helen Rauen

Relações Públicas, bancária e auto-maquiadora nas horas vagas. Perfeccionista, consumista, chef de sua própria cozinha e com uma pitada de artesanato na veia.

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