Coluna: Bate-bate

Por 08 / 06 / 2011

A gente sabe que está apaixonada quando nada é mais belo e puro do que passar horas e horas olhando para o nada pensando nele. Tudo nele é perfeito, na medida certa para o encaixe ideal e… opaaaa, que mente poluída é essa, garota? To falando de alma gêmea poxa! Mas enfim, voltando ao assunto, é perfeito pensar no quanto ele foi feito para mim…

Porque o relacionamento não dá certo?

Delícias à parte, estar apaixonada também é um pé no saco; a gente perde o auto-respeito, perde o auto-controle, a noção de ridículo e, na maioria das vezes, o amor próprio, porque nada mais devastador que um não-retorno imediato, como se ele não fizesse questão de estar com a gente. E muitas vezes não está mesmo.

As vezes tenho saudade daquela época que tudo era mais simples, a pressão era imensamente menor, quando eu era somente uma menina boba que gostava de pintar coraçõezinhos na minha agenda. Eu morria de amores, mas nunca levei a solidão tão a sério como levo hoje, porque hoje as bonecas deveriam ser reais e a vida simplesmente não aconteceu.

Hoje minhas paixonites doem mais, meu coração já não bate tão forte de empolgação porque sabe que vai doer mais quando não for dessa vez. De novo. Daí a gente para pra pensar onde tá errando, como tá errando, porquê tá errando. Olha ao redor e vê tantas outras tão comuns quanto nós que tem um abraço quentinho quando chegam em casa. E a gente não. Ainda.

Mas eu me recuso a perder a fé, muito mais por falta de escolha do que por maturidade ou otimismo. Afinal, se eu jogar a toalha, não passarei somente esse próximo dia dos namorados sozinha, passarei todos os outros da minha vida na mesma situação.

Cabeça erguida, vai chegar a minha vez. Há de chegar a minha vez. Espero sinceramente que chegue.

MayaFalks

Redatora publicitária, escritora, roteirista, colunista e mulher vaidosa nas horas vagas.
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Contato: maya.soudiva@gmail.com
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Site: www.mayafalks.blogspot.com

 

Helen Rauen

Relações Públicas, bancária e auto-maquiadora nas horas vagas. Perfeccionista, consumista, chef de sua própria cozinha e com uma pitada de artesanato na veia.

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