Conselho de avó

Por 14 / 11 / 2011

O post de hoje é especial para quem é casada ou mora com o namorado, mas que precisa – ou adora – ir à cozinha para preparar o lanchinho ou mesmo as refeições diárias.

É comum imaginar que devemos sempre estar com o look impecável: linda e cheirosa para quando ele chegar, mas e se a preparação da comida for o principal motivo da preocupação e te levar o tempo inteiro?

Eis que surge o conselho da minha avó. Idosa, casada uma única vez e já viúva, ela morou muito tempo no interior e não tem meia conversa, fala na lata!

Certo dia comentei que havia feito uma sobremesa de chocolate para o marido. Ela logo respondeu:

– Muito bem. Tem que preparar mesmo, ele vai gostar. Tem que ter cuidado porque tem muita mulher no mundo, tem que agradar.

Antes que comecem vaias e críticas sobre o possível “machismo” das palavras acima, uma defesa: sempre bom ouvir os mais velhos e tirar deles o que for útil a nós, então, vamos lá:

É bem verdade que há mulheres que se recusam a cozinhar para seu companheiro, temendo serem vistas como amélias ou transformadas na figura de domésticas e não de “companheiras”, pois há homens que assim o fazem mesmo. Mas não é por essa parcela masculina que vamos generalizar.

Sem falsos machismos ou feminismos, há várias formas de agradar o parceiro – comprar uma camisa, alugar um filme para ver à dois, deixá-lo ver o futebol sossegado – , uma delas, e bem original,  pode ser preparando um belo jantar. Por  que não? Inclusive, isso pode partir do homem também, não há regras quando se quer agradar.

O conselho da minha avó pode estar carregado da bagagem de uma época em que mulher vivia para o fogão ou para as tarefas de casa, mas deixando de lado as “obrigações”, é possível  retirar desses trabalhos uma oportunidade de surpreender e encantar quem você ama, afinal, você dedicou seu tempo, esforço e amor no único objetivo  de agradar, quer presente melhor? E ainda feito por você!

Para finalizar os conselhos da minha avó, ela lembra:

– E não esqueça de depois ficar bonita, para agradar os olhos dele. Lá fora ele vê muita mulher bonita, tem que ver em casa também.

Sim, estar bonita não é render-se à ditadura da beleza midiática, é estar agradável aos olhos do seu amor e, especialmente, aos seus.


Larissa Freire

Jornalista inquieta por escrever e compartilhar informações. Queria ter estudado a área de saúde, mas percebeu que seria bem mais interessante estudar uma forma de comunicação que pudesse informar sobre saúde e tudo isso toma forma através dos textos.

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