01 de Dezembro – Dia Internacional de Combate à AIDS

Por 01 / 12 / 2011

Dia 1º  de dezembro é o Dia Internacional de Combate à AIDS. Parece assunto batido – e talvez até seja – mas na verdade, o nível de desinformação que vemos por aí é impressionante. Chega a parecer que ainda estamos na década de 1980, quando os assuntos sobre a síndrome vieram à tona.

O número de pessoas acometidas não para de subir, mesmo com as campanhas do governo e o esforço de pais, alunos e amigos (pelo menos, os mais esclarecidos). Especialmente entre as mulheres, este número teve crescimento maior. Também aumento muito o número de pessoas gays contaminadas. Mas se há tanto esforço assim de tantos lados diferentes, por que esse número não para de crescer?

Seja por pura falta de informação ou então por vergonha (e acredito que seja esse o principal motivo), as pessoas não realizam testes de sangue para detectar a doença. Qualquer posto de saúde tem habilitação para realizar este teste rapidinho. Mas “com que cara eu vu lá e peço um exame desses? O que vão pensar de mim?”. É possível ver, inclusive, gestantes nos consultórios se negando a receber, entre os exames de sangue solicitados, um pedido para teste de HIV. Saem de lá ofendidíssimas!

A verdade é que nem todas as formas de contágio são originadas numa vida promíscua ou de uso de drogas. A mãe, contaminada, pode passar para o bebê pelo leite. Pode-se contaminar pelo sexo sem camisinha – neste caso, mesmo que você só tenha um(a) parceiro(a), ele(a) pode estar contaminado(a) e você não saber. Num estúdio de tatuagem, você pode fazer uma borboleta e contrair o vírus, caso aquele equipamento tenha tatuado um portador antes de você e não tenha sido bem esterilizado antes da sua vez. Então, se sua opinião era de que “quem tem o vírus é porque fez alguma coisa errada na vida”, eis bons argumentos para mudar.

O medo irracional de “pegar” o vírus também é visto por aí com frequência. Pessoas se recusam a apertar a mão de um portador quando sabe de sua condição. Outras negam um abraço, um tapinha nas costas. Já vi pessoas que chegaram a conversar de longe, com medo de pegar o vírus do portador pelo ar.

A AIDS era uma doença que significava “morte” assim que era diagnosticada, mas a ciência evoluiu a passos tão largos que a sobrevida e sua qualidade aumentaram impressionantemente. Mas o mais estranho é que o preconceito não recuou na mesma proporção, e ainda está por aí vitimando quem já tem uma luta dura o suficiente para encarar – e ainda tem mais essa.

Diva, a ferramenta mais importante contra o preconceito é a informação. Livre-se de todos os tabus e se dê a chance de conhecer informações sóbrias a respeito da AIDS. Viva melhor com os portadores, lide melhor com essa síndrome, mesmo que você não a tenha. Livre-se da doença “desinformação”.

Helen Rauen

Relações Públicas, bancária e auto-maquiadora nas horas vagas. Perfeccionista, consumista, chef de sua própria cozinha e com uma pitada de artesanato na veia.

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