Mulher de fases – Maldita TPM

Por 05 / 08 / 2011

Considerada uma síndrome, a Tensão Pré Menstrual é crônica, mas os sintomas podem ser aliviados conforme o ritmo de vida feminino

 

Para alguns homens pode ser frescura, já para as mulheres, a TPM denomina os dias mais terríveis e alterados do mês. Manias, depressão, ansiedade e bipolaridade são algumas características que as descrevem no período que antecede à menstruação.

Porém, todo o estresse e nervosismo são compreensíveis quando a explicação se estende ao funcionamento do sistema reprodutivo feminino, até mesmo para os homens, que se surpreendem com o processo.

Por conta de um desequilíbrio hormonal, os níveis de serotonina – hormônio que regula o humor e ansiedade – caem, trazendo o cansaço, inchaço abdominal, dores musculares, retenção de líquido, vontade de comer e toda a irritação peculiar, que dão os primeiros sinais até 15 dias antes da menstruação.

Segundo a doutora Maria Regina de Azevedo, psicóloga do Instituto de Hebiatria da Faculdade de Medicina do ABC, a mulher é cíclica, ou seja, há alterações hormonais o tempo todo. “Por isso a TPM vem diferente a cada mês. Em um, a mulher fica depressiva, já o outro pode ficar irritada, diferentemente do homem, que é linear e não tem picos de humor.”

A patologia foi diagnosticada em 1931 como Tensão Pré Menstrual, mas foi alterada para um distúrbio em 1952, tanto que está presente no Código Internacional de Doença – CID. O incômodo atinge 60% da população feminina, que sente os sintomas no início das famosas cólicas menstruais.

 

Essas fortes contrações nas paredes musculares do útero, intestino e estômago impedem a mulher de realizar atividades no dia a dia por conta do movimento uterino, que ocorre logo quando uma camada de sangue se desprende do útero, caso a mulher não esteja grávida.

A médica ainda explica que os sintomas podem vir por diversas razões. “Fatores sociais, ambientais, alimentação e as relações contribuem para que a TPM apareça ou não, o espaço em que se vive é muito importante emocionalmente. A mulher precisa conhecer seu corpo, pois o ciclo menstrual pode ser curto, médio ou longo. Por isso os tratamentos são diferentes.”

Combate à TPM

 

A estudante Natalia Bellucci, de 21 anos, afirma que desde o inicio de seu ciclo menstrual sente cólicas, dores, irritação e os remédios parecem não fazer efeito. “Já cheguei a chutar o computador porque não funcionava. Tem meses que choro muito e sinto dor, mas os remédios para cólica não me ajudam.”

Algumas preferem tomar a pílula anticoncepcional, mas a doutora Maria Regina de Azevedo diz que é preciso cuidado. “O anticoncepcional só melhora as cólicas quando a menstruação é irregular. Ele regula o ciclo e as cólicas desaparecem ou, pelo menos, diminuem. Caso já esteja regular, a pílula previne somente contra a gravidez.”

Já Débora Padoin, também estudante, sentiu-se beneficiada com o uso da medicação. “Meu ciclo era completamente irregular, eu ficava nervosa, chorava e sentia dor em todo o corpo. Assim que comecei a tomar a pílula, a menstruação se regularizou e as cólicas aliviaram.”

Além do anticoncepcional, o fator mais importante para enfrentar a TPM é uma vida saudável. A alimentação deve ser balanceada, com frutas, legumes, verduras e muita água. “A gordura, fritura, café e refrigerantes só aumentam os sintomas, pois a menstruação tem ligação direta com a alimentação. Ela é uma eliminação do que não serve para o organismo”, explica a médica, que também enfatiza a importância da atividade física diária. “As atividades ajudam a ter um fluxo melhor.”

Por esses motivos, especialistas em ginecologia realizaram estudos sobre tais alterações comportamentais nesse período pré-menstrual e destacaram a necessidade de acompanhamento em diversas áreas da medicina. Psicologia, ginecologia, gastroenterologia, entre outras. A TPM é uma síndrome que altera o corpo todo, mas pode ser tratada de forma que não prejudique o dia a dia da mulher. “As alterações no humor são reais, mas, antes de tudo, a mulher precisa conhecer o funcionamento do seu próprio corpo para que nada afete, caso contrário, tudo vira umestresse”.

Por: Rivka Lopes

Helen Rauen

Relações Públicas, bancária e auto-maquiadora nas horas vagas. Perfeccionista, consumista, chef de sua própria cozinha e com uma pitada de artesanato na veia.

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