Não tenha medo do tempo e da sua idade.

Por 09 / 10 / 2011

“Qual a sua idade, mesmo?” Pronto, a confusão está formada na sua cabeça. Logo hoje que você viu dúzias e dúzias de meninas de 18, 20 anos passeando lindas e sem rugas pela rua, corpinhos firmes e olhos brilhantes, desfilando a juventude que você sabe que não tem mais. Se lembra que “putz, já passei dos trinta, já sou uma balzaquiana, como é que vou falar isso?”, e fica no maior desconforto.

Calma, querida, puxe o freio desses pensamentos. A ditadura da mulher perfeita é uma das maiores covardias e você sabe disso, nem que seja lá no fundo. A TV exigindo que nossa pele seja maravilhosamente esticada aos 70 anos de idade, que tenhamos bumbum e seios empinados mesmo depois de aposentadas e com três filhos, barriga de modelo de passarela.

Qual o sentido disso tudo? Para quê tanta cobrança, tanta pressão psicológica, se já temos tanto o que pensar? Simples, diva: esse é o comércio da vaidade. Veja quantas grandes marcas anunciando milagrosos cremes antiidade, ou aparelhos que firmam e tonificam nossa musculatura, ou aqueles colants daquele médico famoso que esconde nossas gordurinhas num segundo.

E qual a serventia dessa preocupação toda? Estarmos maravilhosas em nosso próprio velório aos 90 anos?

Nós estamos em uma sociedade que diz ter libertado a mulher de uma série de amarras, mas na verdade essas amarras foram só trocadas por outras. Somos educadas para nos tornarmos escravas de nossa própria cobrança e o resultado é que vamos passar o resto da vida tentando ser visualmente maravilhosas como as mocinhas que vemos por aí. Todo ano nascem milhares delas. Todo ano, são mais “competidoras” da nossa beleza. Física.

Mas que tal admitirmos nossa experiência? Que tal admitirmos nossa história, o que já vimos e que já aprendemos? Que tal admitirmos o que já podemos contar, enquanto essas mocinhas ainda levarão anos e anos para aprender? Que tal, querida, passarmos a cuidar da única beleza que vai fazer diferença quando partirmos, que é essa que trazemos dentro de nós? O que nos ajuda a viver melhor não é a aparência que tínhamos aos 18 anos, mas sim a experiência de vida que estamos acumulando há 25, 30, 40 anos direto.

Não olhe para trás com aquele discurso vaporoso na cabeça que diz que “queria ter aquele corpinho de novo”. Olhe para trás e perceba que sua realidade atual é diferente, então não pode ser comparada – sua beleza, menos ainda! Perceba a mulher que se tornou – linda, aliás. Quando conseguir entender que está bem melhor agora do que antes em todos os sentidos, vai dar uma “remoçada” repentina, sem cremes nem plásticas.

“Sei”, você pergunta. “E vai dar certo desse jeitinho?” Bom… tente adivinhar minha idade. 😉

Se importe com os valores corretos, diva. O resto é só propaganda retocada em computador.

Helen Rauen

Relações Públicas, bancária e auto-maquiadora nas horas vagas. Perfeccionista, consumista, chef de sua própria cozinha e com uma pitada de artesanato na veia.

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1 Comentário em Não tenha medo do tempo e da sua idade.
  • Carol disse:

    Eu erro totalmente a idade de todo mundo.

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