Os tubarões do mundo corporativo

Por 17 / 11 / 2011

Um rapaz estava em busca de peixes exóticos para colocar em seu aquário e foi a uma loja se informar sobre as espécies. Chegando à loja, o rapaz viu um pequeno tubarão em um aquário e perguntou ao atendente sobre essa espécie tão inacreditável. O vendedor contou que o tubarão era um dos mais exóticos peixes para se criar em aquário. Gostando da ideia de criar um tubarão no aquário, o rapaz perguntou ao atendente o tamanho que um tubarão chegaria vivendo em um ambiente tão limitante. O atendente, muito solícito, explicou que se o tubarão for confinado ainda pequeno em um aquário, o seu crescimento será proporcional ao ambiente em que vive, podendo chegar a medir cerca de 15 centímetros quando estivesse plenamente desenvolvido. Mas ao terminar de explicar, o atendente acrescentou: porém, se o tubarão for solto no oceano, crescerá até seu tamanho normal, cerca de 3 metros.

 

Não sei dizer a origem ou o autor dessa curta alegoria, mas achei tão interessante a moral da história que decidi desenvolver o meu post sobre a vida profissional das mulheres de acordo com essa parábola.

E o que essa história tem a ver com trabalho? Simplesmente tudo!

Infelizmente, muitas de nós desconhecemos o próprio potencial e as habilidades quando o assunto é profissão. Essa descrença em nós mesmas é uma das piores coisas que podem acontecer para que nos tornemos tubarões em aquários, porque não nos desenvolvemos o suficiente no ambiente corporativo que, muitas vezes, não permite o crescimento e a autonomia profissional, transformando-se em um aquário para um tubarão.

Essa excelente analogia me fez pensar como é comum permitirmos e deixarmos que o ambiente profissional nos diminua, evitando assim que novas portas se abram à nossa frente e nos levem diretamente ao mar de oportunidades que cada profissão pode nos oferecer. Um trabalho que nos limita, que nos impede de criarmos conceitos novos, de trazer ideias inovadoras e soluções práticas às questões do dia-a-dia de uma empresa tende a prejudicar o desenvolvimento do nosso potencial e das nossas habilidades tanto pessoais quanto profissionais.

Na realidade, essa vida de tubarão “domesticado” traz à tona o quanto somos condicionadas a viver de acordo com a mediocridade sugerida e às vezes imposta pela sociedade. E isso é muito frequente no trabalho, onde milhares de pessoas se entregam a trabalhos que não se encaixam ao seu perfil profissional e deixam de fazer o que gostam, de crescer em um lugar por não acreditarem em si mesmas. Quantas pessoas você conhece que se enquadram nesse contexto?

Antes de qualquer coisa, o trabalho deve estar atrelado às nossas habilidades e deve trazer satisfação, felicidade, sucesso. Toda mulher sonha com o sucesso profissional, mas, para alcançar esse patamar, algumas mulheres pensam que devem se sacrificar e encarar empregos que não se encaixam ao seu perfil.

Ser tubarão não é bom, definitivamente. Todas temos o ideal de crescer, de ser reconhecida. E quando nos acomodamos a um ambiente de trabalho hostil, tendemos a nos acostumar com o mal-humor, com a infelicidade e a insatisfação profissional justamente por que entramos na zona de conforto que nos diz: “Ok, você não está nas nuvens com o trabalho, mas pelo menos recebe o suficiente para fazer aquilo que precisa ou que tem vontade”.

É justamente para sairmos dessa zona de conforto que devemos repensar a forma como encaramos e conduzimos os nossos desejos, as nossas habilidades e, principalmente, as oportunidades que surgem diariamente no âmbito profissional. Ter vontade de crescer é bom e é natural, faz parte do processo e da experiência adquirida com os empregos anteriores e serviços prestados. Mas, para isso, é essencial que você mesma se permita crescer, trabalhando com suas habilidades para encontrar um trabalho que esteja realmente dentro de suas expectativas.

Helen Rauen

Relações Públicas, bancária e auto-maquiadora nas horas vagas. Perfeccionista, consumista, chef de sua própria cozinha e com uma pitada de artesanato na veia.

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