Porque fazer uma declaração de amor?

Por 27 / 09 / 2011

Ela já tinha dito tudo o que podia, já o tinha pedido perdão por seus erros, por suas falhas, por seu excesso de humanidade. Já tinha prometido mudar, já tinha prometido ser um pouco menos do que ela sempre fora e um pouco mais do que ele desejava, mas ele não a dera ouvidos. Ele não desejava uma “mulher pré-fabricada” e ela jamais poderia ser pra ele aquilo que ele queria, que ele precisava.

Em contrapartida, não via ao seu redor qualquer motivo para crer que haveria outro. Estava disposta a perdoar para sempre suas falhas, suas indiferenças, suas impossibilidades, tudo aquilo que ele jamais poderia dar a ela. Se humilhava a cada pensamento em que se colocava aos pés dele pedindo que voltasse, que curasse toda a sua dor. E nunca funcionaria.

Mas algo em seu coração tornavam as coisas um tanto menos impossíveis de suportar: ela havia dito que o amava. Ela jamais escondera isso e ela saber que talvez, numa dessas noites, ele pudesse parar para pensar, e lembrar das palavras doces e totalmente sinceras dela pudessem ajudar ele a pelo menos sentir algum carinho por ela outra vez.

Sim, ela o amara. Sim, ela declarara. Não há nada nesse mundo mais ideal que dizer a quem amamos que é assim que nos sentimos, porque é isso que vai sustentar nossas pernas firmes de pé quando o mundo inteiro ruir. Ela ouviu dele também, e só isso a deixava com a certeza que talvez as coisas pudessem dar a volta.

Quando você ama e é amado por alguém, não importa o tipo de amor, isso pode ser o bastante para impedir que uma vida de acabe em vão, que um coração se despedace, que uma pessoa doce vire um poço de amargura e que uma pessoa sensível torne-se uma pedra. Não há nada mais cruel que matar o que há de mais lindo no coração de alguém.

O amor é a única coisa capaz de desfazer guerras, o amor é a única força capaz de fazer vidas continuarem, sonhos se realizarem, sorrisos sinceros permanecerem estampados em rostos outrora tristes, porque o amor é a maior força que faz o mundo girar.

Era isso que a fazia seguir em frente. Era isso que acalmava seu pequeno, frágil e ferido coração. A esperança de ouvir seu “eu te amo” novamente. E a certeza de que nela nunca faltaram palavras para dizer o mesmo. Ela dizia, sem medo, sem receio, e queria muito poder dizer de novo; era o sinal que seu sonho novamente se tornara real.

Helen Rauen

Relações Públicas, bancária e auto-maquiadora nas horas vagas. Perfeccionista, consumista, chef de sua própria cozinha e com uma pitada de artesanato na veia.

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