Tô grávida, e agora?

Por 14 / 08 / 2011

Hoje iniciaremos uma nova série aqui no Sou Diva falando dos dramas, alegrias, aventuras, responsabilidades, frustrações, emoções e situações de ser mãe.

Eu tenho um filhinho de 2 anos e 4 meses, mas não tive ele de forma convencional (estudar, casar, ter filhos…). Eu tinha 19 anos, 2 períodos de faculdade, 1 emprego ruim e ZERO pai para dividir essa responsabilidade comigo.

Hoje é dia dos pais, e eu acordei chorando… As vezes acontece… Por mais forte que eu seja, as vezes me bate uma dorzinha por ver meu filho crescer sem o pai dele. Mas tudo isso tem me servido de aprendizado e crescimento, se não tivesse sido assim, teria sido de outro jeito… Eu sempre digo: “Sem teu peso em minhas costas, eu estaria perdida.”

to grávida e agora

Lembro como se fosse hoje a primeira vez que intuitivamente  senti a presença do meu filho, era mais ou menos essa época de 2008, fazia frio, e eu coloquei a mão na minha barriga, num impulso protetor, sem saber que estava grávida…

Logo começaram os enjôos pela manhã, nojo do cheiro de erva-doce e alho, sono, cólicas leves, peitos gigantes e a menstruação atrasada… MEDO! Fiz um teste de farmácia só por desencargo de consciência, afinal, não tinha chance de eu estar grávida… E estava!

Os 3 risquinhos vermelhos num na fitinha branca anunciavam: VOCÊ VAI SER MÃE DO GURI MAIS LINDO E FOFO DO MUNDO! Claro que no primeiro momento não foi nisso que pensei… Chorei muito, a noite inteira… Desesperada! Como contar para o dito cujo que ele ia ser pai? Como contar pros meus pais? E pro mundo todo! Com que dinheiro eu ia sustentar uma criança? E a minha vida… Eu nunca mais ia poder sair… namorar… E eu ia engordar, ficar feia, sozinha…

Muitos fatores assombram as jovens mães, principalmente as jovens mães solteiras! Mas apesar do medo e tudo de negativo ao meu redor, eu sempre tive um instinto protetor, em momento algum eu rejeitei meu filho, sempre encarei isso como “algo que tinha um motivo pra acontecer”… E tinha! Hoje, 3 anos depois eu vejo mais claramente, sem o meu filho eu estaria perdida… Cresci muito com a chegada dele, principalmente por ser a única responsável por ele!

Nada me dá mais alegria que brincar com ele, abraçá-lo e dar muitos beijinhos… Ontem fizemos Nega Maluca, e raspamos a bacia de massa juntos… Esses pequenos e maravilhosos momentos é que fazem todo o sofrimento valer a pena!

Feliz dia dos Pais para todas nós que criamos nossos filhos sozinhas e com muita dignidade!

Até a próxima!

Aline Pompermayer

22 anos

Mãe e Publicitária

Aline Pompermayer

Mãe, Publicitária, Diretora de Arte, Redatora, Cinéfila, Viciada em Séries, Esmaltes, Acessórios, Maquiagem, Sagitariana e Vigilante do Peso (risos). Não sou panqueca mas aprendi a me virar…”

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